X Jornadas de Sociologia: Uma edição especial

As X Jornadas de Sociologia foram realizadas pelo CESUBI (Conselho de Estudantes de Sociologia da Universidade da Beira Interior) em parceria com a AAUBI (Associação Académica da Universidade da Beira Interior), nos dias 21 e 22 de maio, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UBI.

Ao longo de dois dias decorreram várias palestras onde alunos, professores e oradores debateram à cerca de inúmeras controvérsias cada vez mais presentes na sociedade e no trabalho do sociólogo.

Vários foram os intervenientes e oradores presentes no decorrer deste evento, nomeadamente Paulo Peixoto, representante da APS (Associação Portuguesa de Sociologia), que marcou presença na sessão de abertura, seguido do professor Guilherme Gonçalves, da professora Amélia Augusto e do representante da Ordem dos Médicos, que colocaram na mesa a questão “Desigualdades no Serviço Nacional de Saúde: e eu, não tenho acesso?’’.

O juiz António Quintela e a advogada Ana Rodrigues Bidarra também marcaram presença, tendo abordado uma área temática da Sociologia, a do Direito e da Justiça, através da questão ‘’Seremos todos iguais perante a lei? Um debate em torno da igualdade da justiça’’. No segundo dia, Mónica Canário (HeforShe Portugal), Bárbara Xavier (Rede Jovens para a Igualdade) e Johann Shouten (professora na UBI), realizaram o ‘’Debate transversal em torno da Igualdade de Género’’.

Por fim, na sessão de encerramento, a última palestra foi ministrada por Constantino Martins, Cátia Azevedo e Miguel Silva, elementos constituintes do Alumni (Antigos Alunos da UBI), tendo abordado a temática ‘’Passado, Presente e Futuro: Ser Sociólogo/a’’.

Maria Freire, aluna do terceiro ano da licenciatura em Sociologia e elemento constituinte da organização das jornadas, revela que este ano optaram “por fazer uma edição das jornadas ligeiramente mais pequena, apenas com a duração de dois dias”. A mesma acrescenta ainda que estas jornadas “diferenciaram-se pelo facto de serem somente dois dias, mas bastante intensos e com palestras escolhidas a dedo, exclusivamente, pelos alunos”.

Esta ideia é confirmada pela presidente do núcleo de Sociologia, Tânia Gomes, que salienta que “esta edição foi uma ‘edição especial'”, pois tiveram “em consideração, essencialmente, a opinião dos alunos relativamente a temáticas e problemáticas pelas quais demonstravam mais interesses e gostavam que fossem debatidas nestas jornadas. Todas as temáticas presentes foram escolhidas somente pelos alunos”.

A presidente lamenta a “pouca adesão dos alunos“. “As jornadas de sociologia demoraram três meses a ser organizadas, passámos por algumas dificuldades, desistências por parte de oradores, mas no fim acabámos por conseguir. Como presidente do núcleo a minha preocupação está centrada nos alunos, sendo estes que fazem do curso de Sociologia aquilo que é hoje. Por isso, lamento que não tenham tirado um maior proveito, pois nós trabalhamos por eles e esforçamos-nos para que aprendam”, afirma. Porém, Tânia Gomes acrescenta que “é importante continuar a criar momentos pedagógicos para os alunos para além de momentos recreativos”.

Maria Freire vai ao encontro da mesma opinião, referindo que “todos os anos as jornadas são sempre uma aventura”. “Dá-nos muita dor de cabeça, mas a verdade é que vermos o auditório e os nossos alunos de Sociologia a quererem participar neste tipo de iniciativas é realmente muito bom e é uma satisfação enorme”. Maria adianta ainda que este evento “é para continuar futuramente“.

Por: Inês Gaiola

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