Um ano de celebrações: uma década de Tuna-MUs

A Tuna-MUs abriu as portas do grande auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, no dia 30 de abril, para um espetáculo que celebrou os seus dez anos de existência.

Nesta noite, o público presente teve direito a dez momentos bastante distintos, interpretados por dez grupos diferentes. Este evento, que teve como mote a dança, a comédia e as tunas, estava aliado a uma causa solidária, sendo a AJAS (Associação de Jovens para a Ação Solidária) a causa escolhida devido à sua missão. Alguns membros da Tuna-MUs trabalham diariamente com esta instituição, que está muito próxima da realidade universitária.

Apresentada pelos G.A.I.J.U.S, grupo constituído por membros da TransmonTuna, a noite foi longa e cheia de surpresas. A primeira foi protagonizada pela EPABI (Escola Profissional de Artes da Covilhã) que, em conjunto com a Tuna-MUs, interpretou o tema Revolta, inspirado na música de Jeremy Soule.

Seguiu-se um momento de dança. A Kayzer Ballet contou ao público uma história sem palavras, através da peça coreografada por Ricardo Runa, “À procura de um sítio para Viver”.

Edgar Valente, nascido na Covilhã, presenteou a plateia com quatro canções acompanhadas por um piano e um adufe.

Antes do intervalo, foi a vez da C’a Tuna aos Saltos subir ao palco. As afilhadas da Tuna-MUs animaram o auditório com as suas canções e coreografias de pandeiretas e estandartes.

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De volta ao espetáculo, os Sexta-Feira Santa, vindos da Guarda, contagiaram o público com a sua assumida paixão por Blues, Rock e Folk, e Os Trovadores promoveram o fado. Seguiram-se os Port do Soul, uma fusão entre guitarra e fado & folk, que, com o seu modo inovador, proporcionaram uma experiência auditiva e visual inigualável.

A noite terminou com a Tuna-MUs, numa atuação diferente das demais, pois contou com várias mini-surpresas que encheram o palco de magia e cor.

Para Sofia Ascensão, o evento teve “muita diversidade musical e cultural“. Do seu ponto de vista, é “sempre importante a organização deste tipo de eventos, ainda mais quando organizados por estudantes“. Sofia considera que “não podia perder este evento“. “Para além de estar a contribuir para uma causa solidária, tive o privilégio de assistir a um evento desta dimensão”, afirma a estudante de Psicologia.

 

Tuna-MUs: um marco histórico

Na bandeira que erguem, quando sobem ao palco, trazem consigo símbolos que marcam a sua existência: uma guitarra, em nome da música; uma torre; uma garrafa de vinho, pelos tempos boémios e pelo convívio; e Hipócrates e um estetoscópio, em representação de uma paixão coletiva, a Medicina. A Tuna-MUs, Tuna Médica da Universidade da Beira Interior, celebra, durante um ano, uma década de existência.

Nascida a 16 de outubro de 2007, a tuna masculina vive com muito entusiamo mais um ano de vida. Apesar de não realizar este ano o Herminius, devido às obras no teatro, comemorou de uma maneira diferente este marco histórico, uma década.

Após vários festivais de norte a sul do país e na ilha da Madeira, a Tuna Médica regressa à cidade da Covilhã e traz consigo inúmeros prémios e um sentimento de missão cumprida. A Tuna-MUs conquistou o prémio de “Tuna mais tuna” e o de “Melhor tuna”, que são os dois principais prémios que uma tuna pode conquistar, o que, segundo Miguel Duarte, o Magíster, “são sinais de que a tuna está a trabalhar bem, a conseguir transmitir boas coisas.

Apesar da maioria das atuações da Tuna-MUs serem fora da Covilhã, atuar nesta cidade é sempre diferente. Como diz Miguel Duarte, “há muita gente que conhece a tuna, logo há um feedback diferente, mais próximo. É frequente o público covilhanense pedir determinadas músicas. São atuações mais familiares, pelos cafés e pelas ruas”.

Em relação à ideia de que Medicina é um curso bastante exigente e que ocupa muito tempo, Miguel Duarte afirma que “através de uma boa organização, tanto individual, como a nível de tuna, é possível conciliar tudo e até conseguir obter um maior êxito escolar”. O facto de os ensaios estarem bem definidos e terem sempre a mesma duração faz com que os futuros médicos organizem o seu tempo e consigam retirar o máximo proveito de tudo.

Passada uma década, o atual Magíster da tuna confidencia que “ano após ano, a tuna tem melhorado e tem recebido um feedback positivo, tanto dos covilhanenses como dos estudantes de outras faculdades”.

Por: Catarina Augusto e Rafael Ascensão

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