“Mesa Redonda: produção cultural feita por elas” assinala o Dia Internacional da Mulher

Por Beatriz Rodrigues e Micaela Silva

Foi no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Mulher que o curso de Ciências da Cultura organizou o evento “Mesa Redonda: produção cultural feita por elas”, que teve lugar no Anfiteatro da Parada, na Faculdade de Artes e Letras da UBI.

O evento reuniu várias personalidades femininas de diferentes áreas culturais, que se destacam na promoção e programação da cultura na Beira Interior, com o objetivo de debater a importância do papel da mulher neste setor. Esta “mesa invisível de mulheres visíveis”, como foi intitulada, contou com a organização da aluna de Ciências da Cultura, Bianca Colvara, e a professora Ana Catarina Pereira, que apresentou as suas oito convidadas.

A comemoração contou com Ana Luís Bogalheiro, fundadora da Maria Zimbro. Esteve também presente, Catarina Sales de Oliveira, que coordenou o projeto da UBIgual e Cristina Caetano, coordenadora da Biblioteca Municipal da Covilhã. A representar o WOOL (Festival de Arte Urbana da Covilhã), a coordenadora Elisabet Carceller.

Sentou-se à mesa Graça Rojão, diretora do CooLabora e vice-presidente da Plataforma Portuguesa Para os Direitos das Mulheres juntamente com Patrícia Pedrosa, presidente e fundadora da Associação Mulheres na Arquitetura, e por fim, Rita Salvado, diretora adjunta do Museu dos Lanifícios.

Esta conversa entre mulheres para além de se centrar na presença e visibilidade feminina na cultura, abordou ainda a questão da falta de financiamento para projetos culturais e a necessidade de “incomodar” para obter fundos. Ana Bogalheiro, comenta sobre o assunto: “Durante os últimos dias muita tinta correu sobre a cultura”. “Tenho a dizer que sim, incomodamos e vamos continuar a incomodar”, salienta.

Colocou-se também em debate a oferta cultural do interior, relacionada com o estigma que há em torno da mesma, como sublinha Graça Rojão: “Quem vem de fora tem um estereótipo muito grande de que aqui não se passa nada”. Por outro lado, Elisabet Carceller denomina o Interior como “uma terra de oportunidades”, explicando que “há menos quantidade de oferta cultural” e referindo ainda que “está quase tudo por se fazer”.

Equality is the new trend” foi o novo projeto desenvolvido e apresentado por alunas da UBI que visa sensibilizar sobre a importância da igualdade de género e a defesa dos direitos das mulheres.

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